Existe mais do que podemos ver?

segunda-feira, junho 13, 2016 12 Comentários



Quando você não sabe mais se vive ou apenas sobrevive aos dias da sua própria vida, você senta nas escadarias e sente o frio que congela não só seu rosto, mas também seu coração!

Eu pensei que amávamos uma vez na vida, e pensei que isso bastasse! Mas não basta! E eu não quero passar o tempo que me sobra sem amar outra vez! Eu quero sorrir quando alguém abrir minha porta da sala! Quero sorrir quando sentir o perfume que vai acelerar meu coração! Quero sorrir quando olhar nos olhos de alguém e sentir que é esse o meu alguém! Quero alguém para me fazer feliz e alguém que eu possa fazer também!

Aos quatorze anos eu imaginava como seria a minha vida, minha casa com meus três filhos e um marido tão bondoso!

Aos quinze tive a minha primeira e traumatizada decepção amorosa, daquelas com direito a música de fossa e brigadeiro de panela!


Aos dezoito eu percebi o quanto é maravilhoso ser jovem e viver tudo aquilo que queremos!

Aos vinte eu achava que não precisava de ninguém e que a felicidade é conquista diária minha (isso da felicidade ainda acho aos vinte e oito)!

Aos vinte e dois tive a minha segunda dolorida decepção amorosa!

Depois disso desacreditei um pouco mais no amor, depois disso assisti todos aqueles filmes tristes de romance, depois disso li todos (ou quase todos) aqueles livros do Nicholas Sparks.

Aos vinte e quatro eu estava focada em ser feliz - sozinha. Realizei várias coisas da minha lista de sonhos e desejos, fui a todos os shows e festivais que eu quis (e isso faço até hoje)!

Aos vinte e cinco eu tive a minha terceira decepção amorosa, mas essa foi diferente, porque foi dez anos após aquela primeira, mas a pessoa continuava sendo a mesma! Sim!! Eu pulei algumas etapas nessa história, mas apenas porque não houve história nesse tempo, porque não houve conversa, e porque era como se nada tivesse sido vivido, e talvez se eu tivesse sido diferente desde o início dessa história, quem sabe a minha história também teria um final diferente! E tudo o que vivo hoje seria outro!

Aos vinte e seis eu me sentia segura de quem eu era e das coisas que eu havia escolhido viver. Eu me sentia segura e não tinha medo de dizer que eu estava bem sozinha! (E eu sei que eu estava, pelo menos naquele momento).

Hoje aos vinte e oito, faltando pouco mais de um mês para os vinte e nove, eu estou em crise comigo mesma! Não sei se tem algo com a chegada dos quase trinta, não sei se tem algo com as perdas que tive nos últimos anos. Não sei se querer estar sozinha é o que eu quero lá no fundo do meu coração! Pensando no meu futuro (até ontem) eu imaginava eu, sozinha, feliz, realizada, destemida. Ponto. É isso! Eu minha casa, minhas coisas e minha liberdade adquirida lá aos quatorze anos, o melhor presente que ganhei até hoje de alguém! Sim, eu ganhei da minha mãe, junto a essa liberdade privilegiada veio a confiança que ela sentia em mim. E eu me apeguei tanto a isso que durante anos e anos questionei se valia a pena abrir mão por uma pessoa, quem quer que essa pessoa fosse.

Eu assisti “Diário de uma Paixão”, incontáveis vezes! Achava (ainda acho) o casal Noah e Allie o melhor dos casais de livro/filme de romance. Eu achava que amor de verdade era tudo aquilo! Da mesma forma que eu nunca perdoei a Rose por deixar o Jack na água fria!! Mas a verdadeira paranoia bateu mesmo quando assisti “Um Dia” e odiei tanto o Dexter, chorei tanto, mas logo depois senti dó dele, e senti raiva dele nas outras treze vezes depois que assisti de novo e da mesma forma que a primeira eu senti uma dor no coração quando a Emma se foi, depois de tanto esperar por aquele amor. Como assim eles passam vinte anos até ficarem juntos e tudo acaba???? O filme só deu o rosto aos personagens que me fizeram chorar por horas enquanto lia página por página e não acreditava que tudo estava acabando daquela forma. Mas independentemente do que aconteceu eu senti que poderia ser de verdade com alguém, e também porque não comigo?

Eu não merecia um amor daqueles??

Aos quase trinta eu desejo que meu coração permita-me suspirar por um alguém. Desejo viver tudo outra vez, mesmo que as vezes machuque um pouco.

Porque como diz a canção “All you need is Love”.








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