O que é o extraordinário para você?

sexta-feira, julho 21, 2017 6 Comentários



Foi essa a pergunta que fez eu questionar meu mundo. Será que eu estou vivendo de uma forma extraordinária? Ou apenas estou acordando e deixando os dias passarem?

Uma pergunta que consequentemente nos leva a outra e outra e nos vemos num mar de perguntas que nos deixam dúvidas, estamos vivendo ou apenas sobrevivendo a nossa própria vida.

A vida é muito curta para que tenhamos vergonha de fazer ou dizer algumas coisas, mas, ela é longa demais quando vivemos amargurado com nós mesmos ou com as pessoas a nossa volta.

Eu gostaria de estar nesse exato que estou vivendo na minha vida?

Acho que vários de nós não sonhamos com a realidade em que vivemos, mas acredito que um outro tanto de nós consegue agradecer grandemente ao momento que os trouxe até aqui.

Voltando a pergunta, para mim o extraordinário sempre será o “Amor”, senta que lá vem textão.

O amor é algo que a gente não procura (OK! As vezes procuramos sim!!!), é algo que a gente não consegue impedir de sentir. Sente e ponto. Sem nada em troca. Como já dizia o incrível Carlos Drummond de Andrade “Eu te amo porque te amo”. E é assim mesmo, a gente não sabe o porquê ama aquela pessoa. Nós apenas conseguimos sentir, e mesmo muitas vezes não existindo uma correspondência no amor a gente não deixa de amar por isso, já vi gente que até ama mais ainda.

Eu acredito no amor! Já achei que havia desistido dele e ele de mim. Já achei que meu coração era gelado e que eu não tinha nenhuma gota de emoção e aí eu descobri que eu não amava a mim mesma como desejava que as pessoas me amassem. Eu já amei as pessoas acima de mim e isso me destruía psicologicamente aos poucos e parecia que eu não percebia que quanto eu mais amava, dedicava-me a essas pessoas mais “doente” ficava minha alma, mais vazia e lentamente eu me matava pouco a pouco. Não é um exagero. No momento em que a gente ama mais as pessoas do que a nós mesmos, nós nos decepcionamos mais e nos tornamos mais e fracos e dependentes dessas pessoas, como se a gente deixasse de se conhecer. É você, mas de repente já não é mais. Entende?

Tem uma fase da nossa vida que a gente entende diversos tipos de amores, e não só aquele que faz a gente suspirar e sorrir sem motivos. Nessa fase entendemos o amor de nossos pais por nós, o amor de nossos irmãos, amigos e até mesmo compreendemos o nosso amor por essas e outras pessoas.

Acredito que quando a gente vai se tornando adulto o amor vai se clareando mais em nossa vida e deixa de ser o conto de fadas que sonhávamos quando tão jovens ainda tínhamos uma vida de esperanças a viver. Claro que ainda há esperanças e vida a viver, mas a verdade é que nos tornamos mais reais.

No momento em que você se ama mais do que ama seu namorado (a), você não precisa mais dele para ser a sua metade, você precisa dele para caminhar ao seu lado e serem felizes juntos. Se não der certo ok, sabe porquê? Porque você se ama o suficiente para respirar fundo e encontrar alguém que queira caminhar e dividir uma vida com você. Dividir uma vida e sonhos com um alguém não é abrir mão de nossa individualidade e nossos sonhos para realizar os de outro alguém. Como dizem por aí, a vida é curta demais para deixar de viver.

Em um outro momento em particular da nossa passagem (e acredito que esse seja o meu) a gente já não se questiona mais sobre amar alguém, mas sim, amar o que vivemos, pessoas, momentos, e a parte mais dolorida, amar os momentos que já passaram, momentos que vivemos felizes e que não podemos mais viver. E essa é a parte em que diversos momentos nosso coração dói e precisa transbordar de alguma forma. Uma coisa que eu aprendi (obrigada pela vida), nunca fique brigado com as pessoas que lhe importam, nunca vá dormir bravo com alguém. Porque o pior é que um dia não haverá o amanhã, mas as vezes não é o seu amanhã e sim o da pessoa que você tanto adorava e amava. E eu te garanto não há nada pior que recomeçar sem saber por onde. Não há nada mais triste que as novas primeiras vezes sem que você nem se lembre quais foram as últimas vezes em que vocês viveram algo junto. Não há nada mais devastador que um dia acordar e não se lembrar, mas da voz da pessoa que você ama, ou quando você começa a esquecer como a pessoa é.

Esse é o momento em que você questiona se realmente está vivendo a sua vida de uma forma extraordinária.

E de repente, você descobre novas formas de amar novamente.

E lembra do mais importante, se uma vez houve o amor, não importa o motivo que o trouxe, nem o motivo que o levou, sempre será amor quando você se recordar. Porque fez parte de você e da sua história.


E nesse momento você descobre que pode sim viver uma vida extraordinária porque existem milhões de outras vidas que em algum momento precisarão de você e da sua história. No momento em que você tocar um coração com a sua história, respire fundo, pois você fez sua parte nessa orbita insana e magnifica que é viver.





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Ainda vinte e nove...

terça-feira, junho 27, 2017 6 Comentários


Quase em frente a portinha dos trinta anos, eu me pergunto o tempo todo, “Você está preparada Bárbara? ”, a vida real não é como a da Bridget Jones que tudo vai se encaixando e dando certo. Na verdade, a vida está bem longe de ser um roteiro daqueles de filme que eu amo assistir repetidamente.

Quantas foram as minhas conquistas e minhas derrotas?

Eu estou aonde realmente planejei estar com essa idade?

Já peço desculpas desde aqui, mas vou me perder escrevendo e me explicando, porque a verdade é que para chegar até aqui me perdi milhares de vezes e em muitas delas decidi não me encontrar mais.

Aos quinze anos eu sonhava em chegar aos dezoito e poder “fazer tudo o que eu quisesse”. Mas quem faz tudo o que quer aos dezoito morando com os pais e com uma mãe um pouco (leia-se MUITO) rígida?

Aos dezoito anos eu sentia que era invencível e que podia fazer tudo, o que muitas vezes me levou a decepções e péssimas escolhas. Conheci o meu pior e o meu melhor. Fiz amizades que ainda hoje estão em minha vida, e fazem sempre acreditar que existem sim amizades verdadeiras.

Meu plano de vida era terminar a escola, fazer uma faculdade (que eu não fazia ideia qual), me casar e ter filhos. Para você que ainda está lendo apenas lhe garanto eu mudei todo o caminho, os planos e os sonhos já não são mais os mesmos.

Aos vinte um eu achava incrível passar a madrugada “por aí” e ver o sol nascer, chegar em casa cansada, tomar banho, dormir por duas horinhas e ir trabalhar e tudo outra vez e outra e outra. Achava o cartão de crédito e o José Cuervo os meus melhores amigos. Acreditava que a faculdade era algo para depois, achava que ainda tinha a vida pela frente. E eu tinha, e ainda tenho, mas eu não sabia disso naquela época. Descobri meu amor pela Carrie Bradshaw e sonhava em ser como ela.

Aos vinte e quatro, pela primeira vez eu desejei morrer! Eu segurei minha mãe em meus braços pela ultima vez, eu senti o que seria seu ultimo suspiro, eu senti seu coração parar de bater. E pela primeira vez eu me senti perdida, senti meu coração partir ao meio. Eu aquela que por um bom tempo sabia que coração não amava, que essa coisa de amor era tudo coisa criada pela nossa cabeça, eu que era a razão e nunca a emoção, eu que nunca tinha chorado em público (sóbria), eu que há um ano atrás pela primeira vez perdi alguém importante para mim (minha avó), agora perdia minha alma gêmea, minha bipolar favorita dessa Terra. Perdia uma mãe, uma amiga, conselheira e a pessoa que acreditava mais em mim do que eu mesma. Achei que nunca iria me recuperar (e hoje aos quase trinta sei que não vou, mas aprendi a respirar fundo, aprendi a sorrir novamente e acima de tudo acreditar em mim e me amar como ela fazia). Nesse momento dei valor a tudo que minha mãe falava sobre a única herança que ela deixaria para mim seria meus irmãos. E a partir desse dia eu agradeci a Deus por todos os abraços obrigados que ela fazia um dar no outro depois de uma briga. Agradeci por ela sempre dizer que nós éramos tudo o que o outro teria sempre. Também não posso deixar de lembrar das amigas incríveis que não soltaram minha mão nem por um momento.
Um mês após todo desabar do meu mundo, fiz vinte e cinco, tirei meu passaporte e juntei dinheiro que julgava ser suficiente para poder dizer tchau e recomeçar uma vida onde eu achava que eu seria feliz de novo. E ao mesmo tempo que construí novos sonhos e planos recebi uma noticia que eu mal sabia que seria a coisa mais magnifica da minha existência nesse mundo insano. Eu seria tia, eu que não gostava de crianças, eu que era aquela que encarava as criancinhas só para ver quem olhava mais tempo sem piscar, eu que mostrava a língua para as crianças choronas no ônibus. Confesso que não foi a melhor noticia na hora que eu a recebi, confesso que ainda assim juntei um pouco mais de dinheiro para a minha viagem de descoberta, confesso que não falava com a barriga da minha irmã, confesso que não fui amável e doce, mas no meio de tudo isso eu sabia que ela precisaria de mim, sabia que ela não faria o mesmo por mim, mas sei que a minha mãe desejaria que eu ficasse. Eu fiquei! E no mesmo dia fui para o shopping gastar o dinheiro que eu havia juntado. Guardei o passaporte na gaveta embaixo de todas as roupas. Me inscrevi na faculdade. Escolhi qualquer curso, porque aos vinte e cinco eu ainda não tinha ideia do que eu realmente queria ser, apenas queria ser alguém que pudesse ser um bom exemplo e que fizesse jus a tudo que minha mãe fez por nós. Escolhi uma graduação tecnológica, aquela de dois anos de duração. Fui me descobrindo aos poucos, meu amor por aprender, por fazer algo novo, sozinha e por mim mesma. Percebi que meus irmãos tinham orgulho da pessoa que eu era a cada final de dia. E nos dias que eu queria apenas sumir eu sobrevivia por eles e por uma coisa maravilhosa chamada Arthur, que me chamava de Babá e sorria sem nenhum dentinho na boca quando eu chegava.

Aos vinte e seis sai do meu emprego depois de sete anos de trabalho. Eu permiti me conhecer na vida, no trabalho, sozinha e me amar da maneira que eu era quando me olhava. Foi algo difícil dentro de mim. Aceitar as mudanças e fazer com que as pessoas me vissem e me respeitassem da maneira que eu era e merecia. Fiz uma lista de sonhos e comecei e correr atrás para que eles se realizassem. Chorei mil vezes ouvindo “Someone Like You”. Assisti ao filme “Um Dia” tantas vezes que eu nem odeio mais o Dexter.  Fui a shows, festivais, sessões de cinema alternativo tudo sozinha. Tinha me cansado daquele “se você for eu vou”, e comecei o meu “eu quero, eu vou”.

Aos quase vinte e oito eu voltei para o mesmo emprego do qual eu havia saído, mas eu me conheci profissionalmente de uma forma que eu jamais teria a oportunidade se eu nunca tivesse saído. Terminei a faculdade. Fiz um TCC maravilhoso sobre o “Empreendedorismo Feminino”. Tive uma nova experiencia de emprego nesse tempo. Fiz um curso incrível da Dale Carnegie. Me tornei um ser humano melhor. Aprendi a lidar com o meu stress. Aprendi aceitar opiniões diferentes da minha. E amei o feminismo de uma forma que não tem definição.

Encontrei algumas novas pessoas incríveis com historias tão inspiradoras que eu sinto a vontade de contar ao mundo.

Continuei riscando shows da minha lista infinita de “shows para assistir antes de morrer”, tive aquelas férias inesquecível com as minhas amigas em Buenos Aires, algo que eu planejava há uns três anos e que nunca saia do papel.

Troquei as baladas por maratonas na Netflix. Troquei a tequila por qualquer coisa não alcoólica.

Aos vinte e nove, me senti tão sem importância diversas vezes diante do mundo, diante das coisas horríveis que eu lia diariamente sobre o mundo, sobre as coisas ridículas da politica do meu país, sobre o assassinato de mulheres todos os dias por motivos tão banais. Comecei a questionar minha existência nesse mundo. Será que é a crise dos trinta? Eu ainda não tenho uma casa só minha. Eu não quero dirigir. Eu quero um closet e um escritório. Alguém me entende?

Parei de ter vergonha de dizer que não quero me casar, parei de ter medo dos olhares julgadores quando eu digo que eu não quero ter filhos. Acho admirável duas pessoas dizerem sim num altar ou onde quer que seja, mas eu não tenho esse sonho. Acho que ter um bebe crescendo dentro de você deve ser a coisa mais extraordinária que uma mulher pode sentir, mas eu não quero. Eu não quero um bebe dentro de mim. E se um dia a maternidade fizer parte do meu plano ou se eu precisar me realizar com ela, eu adoto uma criança. Simples assim.  Eu sei que seria uma boa mãe, pois me esforço para ser sempre boa em todas as coisas que eu faço, mas, emprego você pede a conta quando não te agrada, faculdade você muda de curso, namoro você termina, mãe é algo que é para sempre você amando ou não o fato de ser uma. Eu tive uma que amava a profissão mãe e que fazia tudo com tanta devoção e amor que eu sei que jamais seria nem metade do que essa mulher foi para mim. Admiro depois de um dia de trabalho cansativo minha irmã chegar em casa e ainda fazer lição com um garotinho de cinco anos que está na fase de alfabetização e ela precisa ter calma e paciência mesmo depois de ter atendido diversos pacientes num dia exaustivo de trabalho.

Admiro as mulheres que tem carreira e uma família e conseguem levar as duas coisas. Admiro mais ainda aquelas que sozinhas cuidam de filho e de si mesmas.

Aos vinte nove e onze meses, me questiono se estou vivendo da melhor maneira que eu posso? Correndo do amor, com medo que tudo de errado como sempre. Ou com medo de dar tão certo que eu vou achar que estou vivendo um filme.

Eu parei de planejar, parei de fazer planos e planos e achar que posso escolher a hora certa para amar, ou quem amar. Tudo acontece na hora exata, acredito eu. Todos temos um amor por aí para viver. Talvez até já o vivemos e nem demos conta. Eu ouvi “Lay me Down” até parar de chorar e compreender que amores assim só existem em músicas, filmes e livros. Ok! Eu ainda choro as vezes ouvindo ela, dói meu coração.

Comecei a acreditar em amizades eternas. Amores eternos não são necessariamente aquele tipo de amor que sentimos por uma pessoa, mas também por um amigo, que muitas vezes são mais nossas almas gêmeas do que qualquer outro alguém. O magnifico em se tornar adulto é que você se torna menos dependentes dos seus amigos, mas nunca deixam de estar próximos mesmo não se vendo mais todos os dias ou mandando mensagens o dia todo. Simplesmente você sabe que a pessoas estará ali e ponto, sem nada em troca.

Acredito que o mais importante que eu consegui extrair desses anos vividos é que se eu não me amar ninguém fará por mim. Se eu não me entender, me respeitar e acreditar nas minhas escolhas, ninguém irá fazer por mim.

Ame-se para que outra pessoa possa conhecer você por inteiro.

Eu parei de planejar e comecei a viver a minha vida e não a vida dos meus sonhos.

Que os trinta traga maturidade¹ porque eu preciso tanto disso!


Enfim, trinta! 

Agora faltando um mês para o apagar de velas tão esperado desde o momento que apagamos as velinhas dos vinte e nove e nesse tempo que passou aprendi que para sermos felizes aos trinta e um temos que esquecer as neuras e paranoias que vivemos em nossos pensamentos e em nosso dia-a-dia aos trinta. E que você seja você mesma, simples assim.



¹maturidade
 substantivo feminino
1.      1estado, condição (de estrutura, forma, função ou organismo) num estágio adulto; condição de plenitude em arte, saber ou habilidade adquirida. "m. intelectual"
2.      2termo último de desenvolvimento. "m. das ciências"



E vocês estão preparadas para os trinta?? Espero que tenham gostado de conhecer a minha verdade contada nessas linhas.



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Dicas de Filmes para Assistir na Netflix

domingo, abril 23, 2017 13 Comentários



Sabe quando a gente ama uma pessoa, mas parece que nunca iremos ficar junto dela?

Se você assim como eu ama essas histórias de amor que parecem que nunca vai dar certo (e ás vezes não dá mesmo), aproveita essas 5 dicas de filmes que você encontra lá na Netflix.


1 – One Day – Um dia Ano: 2011


Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem deixar de pensar um no outro.

Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam viver. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Pode conter Spoilers ↓↓

O QUE EU ACHEI DO FILME: não posso mentir que depois de assistir pela primeira vez ao filme eu sentia raiva do Dexter em vários momentos. Sentia raiva porque a Emma vivia sua vida pela metade, como se ela realmente esperasse ele para sempre. Acabou que o filme se tornou um dos meus favoritos. A Emma é uma mulher extraordinária, e ela nunca deixou de estar e presente na vida do Dex, mesmo quando ele não merecia. Achei que o filme foi fiel ao livro em quase tudo. Acho incrível como ano a ano nas cenas do filme vemos as mudanças de gíria, roupas, corte de cabelo e principalmente das músicas. Quando eu estava lendo o livro, descobri que a Anne Hathaway seria a Emma e fiquei ansiosa para ver ela em cena, para mim ela é uma das melhores atrizes que temos na atualidade.



2 – Love, Rosie – Simplesmente Acontece – Ano:2014

Rosie e Alex são melhores amigos e inseparáveis desde a infância, compartilhando sempre um com o outro os experimentos da vida amorosa, os sonhos, e à vontade de ambos de sair da cidade. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que Rosie descobre uma gravidez indesejada. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos, enquanto cada um encontra outros namorados e namoradas. Mas o destino continua atraindo Rosie e Alex um ao mundo outro sempre.

Pode conter Spoilers ↓↓

O QUE EU ACHEI DO FILME: eu assisti ao filme antes de ler o livro, na verdade eu não ia ler, mas o filme foi tão legal que eu pensei que valeria a pena ler, e acreditem, o livro é muito melhor (quase sempre é assim né?). Mas acho que se eu tivesse lido antes não teria amado o livro, ele é diferente já que é todo contado através de cartas, cartões postais, SMS e e-mails, o que também tem no filme, só que o entendimento é diferente em ambos. No filme os atores são jovens demais até quando já estão mais velhos e eles não passam a mesma quantidade de tempo separados no livro. Eles jovens a história do filme é mais legal acredito que porque estamos assistindo, mas eles mais velhos no livro é maravilhoso, até o amor deles parece maior pelo livro. Amo e odeio os desencontros da vida de Rosie e Alex. Mas é uma final daqueles que a gente espera que possa ser feliz!




3 – A Lot Like a Love – De repente é Amor – Ano: 2005

Oliver e Emily se conhecem em um avião que vai de Los Angeles para Nova York. Ele é um recém-formado que planeja seguir seus planos de vida de forma que consiga alcançar sucesso profissional e encontrar o amor. Ela é espontânea e indisciplinada, vive a vida leva ao invés de fazer planos. Oliver e Emily imediatamente sentem atração um pelo outro, mas as características de ambos são incompatíveis.
Nos sete anos seguintes a esse encontro eles se reveem várias vezes, e começam a se conhecer, tornando-se grandes e bons amigos. Mudam de emprego e de parceiros diversas vezes, porém nunca deixam de se encontrar.
Ambos sofrem com relacionamentos que falharam e, finalmente, num novo reencontro, eles se dão conta que podem ser o par que o outro procurava.
Pode conter Spoilers ↓↓

O QUE EU ACHEI DO FILME: Amo a Amanda, amo o Ashton e amo a trilha sonora desse filme. Ele é incrivelmente lindo para mim do começo ao fim. É interessante como vemos o crescimento dos personagens com o passar dos anos. Amo quando o Oliver vai até o cemitério levar flores para a mãe da Emily. Amo quando eles fazem a viagem de carro comendo um monte de porcarias e cantando “If you leave me now”. Amo quando eles tiram aquela foto abraçados. Amo quando o Oliver vai até a casa da Emily e canta “I’ll be there for you” todo desafinado tocando guitarra. É um filme que você não deixa de torcer para que eles tenham um final juntos.




4 – Blue Jay -  Ano: 2016

Amanda volta a sua cidade natal na Califórnia para ajudar sua irmã que tem um bebe pequeno. Por acaso ela encontra Jim, seu namorado de 20 anos atrás, quando estavam no Ensino Médio. O encontro que se deu por acaso, acaba se tornando uma viagem sensível e saudosista ao passado que compartilharam. Eles acabam refletindo sobre as pessoas que foram, que se tornaram e suas vidas atuais, que no momento parece não ser realmente aquilo que eles planejavam viver a essa altura de suas vidas.

Pode conter Spoilers ↓↓

O QUE EU ACHEI DO FILME: o filme é sensacional! Poderia parar por aqui com o que eu tenho para dizer! É um filme preto e branco, o que dá um charme ao filme, mas que eu particularmente parecia conseguir ver em cores, porque a história é atual, não parece em nada com filmes antigos. Sabe aquele amor de escola? Amor adolescente? Aquele amor que a gente acha que é para sempre? O encontro de Amanda e Jim se dá logo no início do filme e a gente acaba até se esquecendo que ela está na cidade para ajudar a irmã. A história nos prende a cada segundo e mais ainda quando Amanda encontra nas coisas pessoais de Jim, algumas gravações antigas sobre eles e você não consegue parar de assistir até saber o porquê eles “deixaram de se amar”. É aquele tipo de filme que temos que assistir para crescer um pouco com a vida dos personagens. A Sarah é uma atriz incrível e o Mark além de atuar, também criou o roteiro do filme.



5 – The Best Of Me -  O Melhor de Mim -  Ano: 2014

Amanda e Dawson se apaixonaram perdidamente na primavera 1964. Ela, uma garota bonita e de família tradicional, via no namorado um porto seguro para toda a sua paixão e seu espírito livre. O pai da garota não aprovava o relacionamento. Separados pelo destino, cada um seguiu o seu caminho. Duas décadas mais tarde um funeral faz com que os dois voltem para sua cidade e inevitavelmente se reencontram, trazendo à tona sentimentos que estavam perdidos no passado. É o momento de ver se os sentimentos persistem e avaliar as decisões que tomaram na vida.

Pode conter Spoilers ↓↓

O QUE EU ACHEI DO FILME: confesso que estava um pouco cansada das histórias de amor do Sr. Sparks, e todos os seus clichês, mas esse filme me fez triste no fim. E quem não ama um bom filme triste? O filme vai pelo caminho de qualquer filme do Sparks, dois jovens que se amam e estão destinados a não estarem juntos, alguém morre, alguém sofre, alguém conta a história. Para mim a melhor parte sempre é quando o casal se reencontra e vêm à tona tudo aquilo que por vinte anos ficou trancado, mas que agora eles têm a chance de dizer. O final vale as lágrimas.



Como deu para perceber eu amo filme de romance que o casal vive em timing errado. Acredito que esses amores que sobrevivem valem a pena, nem que infelizmente a gente espere os tais vinte anos.  Amo os diversos “E se” que ficam vagando no ar. Amo como a gente tenta resolver as histórias e como nos colocamos no lugar desses personagens.

As dicas vieram através minha participação na  “Blogagem Coletiva” do Grupo Blogueiras Interação & Inspiração.




Espero que gostem das dicas dos filmes, porque de algum modo foram filmes que me tocaram, através de suas histórias, sua trilha sonora, sua fotografia e seus atores. Vale a pena assistir. E depois volta aqui para me dizer o que achou.


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Ele e Ela. Ela e Ele. - Final

terça-feira, abril 04, 2017 8 Comentários


Leia Ouvindo: Ben Howard

Diria a mim mesma que não há nada mais difícil do que descrever um amor verdadeiro.
Nos finais felizes dos filmes, Gabriela e Noah ficariam juntos e teriam uma linda vida juntos, afinal, ela foi privilegiada com um segundo amor verdadeiro. Uma pessoa que lhe conheceu por inteiro, uma pessoa que lhe apoiou e construiu junto dela novos sonhos para se viver. Mas na vida real isso é possível?
Eu sempre acreditei que o amor verdadeiro nos aparece apenas uma vez durante toda a vida, e que devemos estar preparados com o “timing” para que ele não passe sem que seja notado.
Sim, o amor pode passar por nós sem que seja percebido, ou por estarmos preocupados com outras coisas.
Garanto que Gabriela e Fernando são o amor verdadeiro um do outro, e lhes garanto mais ainda, eles estiveram a vida toda em tempos diferentes de vida um do outro. A gente simplesmente não está com a pessoa que a gente ama, porque ás vezes temos a coragem suficiente de viver a vida dos nossos sonhos.
Aí sei que você vai me perguntar: Mas eles não podiam viver juntos os sonhos dos dois?? Encontrar uma solução? Um meio termo? Ele iria morar com ela? Ela voltaria para o Brasil?
Claro que podiam! Mas ai não seria verdadeiro! Seria prático.
Eles abriram mão um do outro para o mundo. Eles abriram mão de um deles ser feliz por completo e o outro pela metade. Os dois escolheram ser feliz por inteiro, o que faz deles fortes e nobres. Em nenhum momento eles deixam de se amar. Eles apenas abrem seus corações para que novas pessoas possam entrar e lhes conhecer, cabe a essas novas pessoas decidirem se vale a pena ficar. Noah sabia muito bem de toda a relação de Gabriela e Fernando, ele decidiu ficar na vida dela, porque ela era essa mulher que ele conheceu e ela vinha com toda essa história, aliás, toda essa história era ela. Toda essa história fez ela ser essa mulher, essa pessoa que não tem medo nenhum de viver seus sonhos.
Quantas pessoas que você conhece que passa a vida no “e se”?
Quantas pessoas você conhece que deixou de viver seus sonhos para viver os sonhos de outra pessoa?
Gabriela e Fernando se encontraram outras vezes durante etapas de suas vidas, pois eles prometeram um ao outro que seu amor seria para sempre, e foi. Todas as vezes que eles se encontram seus corações logo se reconheceram, o bater era diferente. Eles se abraçavam e se cumprimentavam. Ela agora já não odiava mais Isabela, na verdade ela concorda com Fernando que não havia mulher mais adorável para estar ao lado dele. E ele se tornou amigo de Noah, porque o que ele sempre quis foi que Gabriela ficasse bem e tivesse alguém para lhe cuidar e Noah era essa pessoa.

Algumas vezes ela imaginava como teria sido sua vida se ela tivesse ficado com Fernando. Ela sorria ao imaginar, mas ao mesmo tempo seus olhos enchiam-se de lágrimas, porque ela não conheceria Noah.
As escolhas mais difíceis da nossa vida, são aquelas que nos fazem pensar se valeu a pena até o momento que você está, mas única coisa que você consegue imaginar é que você sempre teria escolhido esse caminho difícil, porque o mais fácil não significa o caminho mais feliz.




E aí? O que me dizem sobre a história? Qual seria a sua escolha?





A minha verdade sobre Ela e Ele e Ele e Ela é que eu escolheria sempre o Fernando, mesmo ele vivendo a vida e os sonhos dele, eu daria um jeito de ficar tudo bem, mas, me apaixonei por Noah nessa história. E pela primeira vez eu escolhi olhar para o futuro. Eu que sempre sou aquela do “e se”, eu que sou sempre aquela que viveria os sonhos de alguém para poder estar com a pessoa (mesmo que isso significasse desistir um pouco de mim), mudei, evolui, aprendi a ser feliz quando realizo um sonho sozinha, a verdade é que hoje nessa minha caminhada eu espero encontrar o meu Noah.



Obrigada a todos que acompanharam as três partes dessa história. Foi incrível para mim transportar minhas palavras e chegar até vocês.



Ele e Ela. Ela e Ele. - Parte Dois

sábado, março 04, 2017 5 Comentários





Leia Ouvindo: Tom Odell

E lindamente a semana se passou. Ele aproveitou todos os últimos dias junto a ela. Almoçaram juntos todos os dias, ela dormiu no apê dele, eles foram ao cinema juntos, compartilharam o fone de ouvido e beijaram-se em outros tantos momentos. Aqueles últimos dias para ele, era como se fosse o que ele realmente precisasse, e para ela era cada dia uma despedida.

A formatura dele era hoje à noite e ele não estava nem um pouco animado, era desesperador ver a hora passar. Ela abriu a porta e saiu do quarto, estava linda, deslumbrante na verdade. Ele sorriu a abraçou e disse que não podia terminar assim. Ela disfarçadamente mudou o assunto perguntando se ele ia ou não terminar de se vestir.

Eles chegaram juntos e de mãos dadas, como se novamente estivessem entrando na festa de formatura do colegial, só que dessa vez com roupas mais bonitas e com muito mais autoconfiança em si mesmos. 

Eles riram a noite toda. Ficaram o máximo possível juntos. Eles sabiam que assim que a festa acabasse tudo mudaria. Eles sabiam que seria difícil dizer adeus, ou até breve. Ela sabia que partiria mais uma vez o seu coração dele, que sabia que mais uma vez ela escolheu a vida de seus sonhos, e ainda assim seu amor por ela não diminuía. Ele a achava forte e sabia que também era difícil para ela, mesmo que ela não demonstrasse.

A valsa foi anunciada e os dois corações batiam mais e mais rápido. Ele estendeu a mão a ela. Ela apertou com força. Ele percebeu que os olhos dela brilhavam muito mais que o normal, percebeu também que ela se esforçava para que nenhuma lágrima caísse.

Assim que a música terminou, os casais todos se separaram e aplaudiram um ao outro. Mas eles não, ele a abraçou e disse que não queria que a música jamais acabasse. Ela sorriu, deu um beijo no rosto dele, colocou a mão em volta do pescoço dele e sussurrou que estava muito feliz de estar com ele nesse momento tão importante, mas que ela precisava ir e ele tinha que aproveitara sua festa de formatura com as pessoas que estiveram com ele nos últimos quatro anos. Sem dar espaço para que ele respondesse qualquer coisa, ela saiu bem rápido, limpando as lágrimas que teimavam em cair, nesse exato momento começa a tocar a música favorita dela, “And I’dgive up forever to touch you, ‘Cause I know that you feel me somehow...”, ela para por um instante, sente seu coração quase sair pela boca, mas com toda frieza que é capaz de sentir, ela continua  andar sem olhar para trás, enquanto ele está parado olhando ela ir, ele vê ela parar, respira fundo e começa andar em direção a ela, que também continuou a andar em direção a saída.

Ela chegou no aeroporto e foi trocar de roupa e limpar a maquiagem que estava toda borrada de tanto chorar.
Entrou no avião e seu coração estava em pedaços. Seu celular não parava de chegar mensagens, e em todas era ele. Ela não conseguia encontrar palavras que não o machucassem mais.

Chegando em Londres ela mandou uma mensagem apenas dizendo que havia chegado e que estava tudo bem. Uma semana depois ela mandou mensagens dizendo que estava amando o lugar, que estava estudando bastante e que em breve ligava para ele para contar todos os detalhes. A única resposta dele foi “Legal. Que bom que todos os seus sonhos estão se realizando. Boa sorte”. Ela sabia que ele estava desejando tudo do fundo do coração, mas também entendeu que aquelas poucas palavras eram para ela deixar de mandar mensagens. Ela sabia que toda vez que ele recebia suas mensagens seu coração se despedaçava mais uma vez.

Passou um ano. Ela estava triste, com saudades, cheia de coisas para contar. Pegou o telefone e ligou para ele, tocou diversas vezes até que ela percebe que aquele “Alô” não é familiar. Ela desliga o telefone e sem que perceba já está chorando e imaginando diversas coisas sobre ele e a voz que atendeu. Poucos minutos se passam até que seu telefone começa a tocar e o nome e a foto dele aparecem no visor. Seu coração congela. As borboletas no estômago parecem que estão entrando em guerra. Ela respira fundo e atende. Ela logo vai se explicando que desligou achando que tinha ligado errado. Ele ri, mas não se explica. Eles conversam tão natural como se tivessem se falado a poucos dias. Um descreve ao outro um resumo do ano. Ele diz tchau e pede para ela se cuidar, ela agradece, deseja o mesmo a ele, mas antes de desligar pergunta quem tinha atendido o telefone, e ele fica mudo. Ele começa dizendo que queria que ela soubesse por ele, e pede desculpas por não ter lhe contado assim que começou. Ela em meio a lágrimas balança a cabeça que está tudo bem como se ele pudesse ver ela naquele momento. Ele a chama, já que ela deixa de responder, mas ela diz que está tudo bem, que isso ia acontecer uma hora ou outra, diz que precisa desligar porque precisa voltar estudar e se despede.



Ela pega seu casaco e sai, ela precisava respirar, sentir o ar frio. Depois de quase uma hora caminhando ela entra num pub para se esquentar um pouco. Pede uma tequila, fica uns cinco minutos olhando para sua dose, empurra ela um pouco para mais longe. Nesse momento percebe que sentou um cara ao lado dela, ela puxa para mais perto dela aquele copo ainda cheio. O cara pergunta porque ela não bebe logo. Ela responde com os ombros, como se ela mesma não soubesse o porquê, e apenas diz que nunca saiu beber sozinha e que aquilo parece depressivo demais até para ela. O cara chama o garçom, pede a mesma coisa que ela, ergue o copo e diz que ela não está mais sozinha. Ela sorri e vira aquela dose. E vira mais outra e outra e outra. E sem saber bem o que está fazendo ela percebe que está beijando aquele estranho. Mas ela não se sente mal com o que está acontecendo. Tudo parece confuso, um tanto errado, mas ao mesmo tempo libertador.

No outro dia ela acorda cedo, e aquele cara até então ainda estranho, está deitado ao lado dela. Ela está ainda confusa com a outra noite, mas não deixa de notar o quanto ele é bonito. Ele acordou, olhou para ela e sorriu. Disse que ela podia ficar calma porque não aconteceu nada entre eles. Mas que ela tinha pedido para ele passar a noite lá, caso ela quisesse fazer alguma ligação comprometedora. Ele se apresentou novamente a ela.

- Bom dia Gabriela, não sei se você se lembra de tudo, mas sou o Noah. Sei quase tudo sobre você agora – e sorriu.

Noah contou tudo o que ela tinha contado a ele. Eles riram diversas vezes e ela agradeceu por ele ter sido legal. Eles trocaram os números um com outro e combinaram de se ver outra vez.

E logo passou um ano que Gabriela e Noah estavam juntos e felizes, e ela achou que não sentiria isso com ninguém além do Fernando.

Ela estava ficando triste e ansiosa, o último dia da pós-graduação enfim chegou. E com isso também chegava ao fim seu momento em Londres, a não ser que ela aceitasse a vaga de redatora onde ela trabalhou enquanto fazia a pós, mas essa vaga era apenas de um ano. Depois disso ela teria que seguir com os próprios passos. Ela e Noah ainda não tinham falado sobre isso. Terminando a pós, também terminava o contrato de alojamento dela em Londres. E mesmo que ela aceitasse a vaga de redatora ainda assim ela não teria onde morar.

Noah a convidou para morar com ele por esse ano ou até ela resolver todos os seus problemas. Ela aceitou e disse que ajudaria ela com os gastos e com a organização do apê. Ela tinha encontrado uma pessoa boa, que gostava dela e que sabia tudo sobre ela. Realmente tudo. 

Noah trabalhava com fotografia, e tinha diversos trabalhos para o final de semana. Ela não se importava de ficar sozinha, na verdade até gostava um pouco, aproveitava para arrumar as coisas na casa dele e conhecer o espaço. Aproveitou que estava sozinha e passou horas na internet fazendo coisas aleatórias, até que aparece em sua tela de atualização de status “Fernando ficou noivo de Isabela”, seu coração disparou e parece que tudo ficou preto. Ela não acreditava no que lia. Ela não acreditava que todos os amigos em comum deles comentavam e curtiam, desejavam felicidades. Ela ouviu um barulho de chave abrindo a porta da sala, sentiu um medo, mas graças a Deus era apenas Noah. Ela achou estranho, mas no fundo ficou feliz. Ele tinha chegado mais cedo do que o planejado. Disse que não queria deixar ela sozinha no primeiro final de semana dela morando com ele. Ela sorriu e disse que ele era maravilhoso. Ele perguntou se tinha acontecido alguma coisa com ela, pois ela estava com uma cara de triste. Ela convincente disse que não. Que estava apenas com saudades dele. Ele sorriu de volta e disse que tinha uma surpresa. Falou para ela se arrumar que eles iriam sair. 

Ela conseguiu se animar de verdade e colocou a melhor roupa que tinha naquele momento fora das caixas. Entrou no carro e ele entregou dois tickets a ela “Wrong Crowd Concert – Tom Odell in Camden Assembly”. Ela gritou de felicidade. Tinha tentado comprar ingressos duas vezes para esse show e estava “Sold Out”. Realmente Noah a conhecia muito bem. 

Ela cantava todas as músicas e o agradecia em todas as músicas com um beijo no rosto. Assim que “Constellations” começou a tocar ela o abraçou e disse que não poderia estar em melhor lugar. Noah sorriu, pegou sua mão, disse que não era apenas para o show que ele havia trazido ela, disse que tinha uma coisa a dizer. Ele sorriu novamente, pois ele sabia que aquele sorriso a encantava. Noah olhou-a nos olhos e disse que sabia que ela ficaria por mais esse ano, mas que ele queria que ela ficasse para sempre com ele e que não importava se fosse em Londres ou no Brasil. Assim que ele disse Brasil o coração dela congelou e ela se lembrou que o Fernando estava noivo de uma tal de Isabela. Ela sorriu e disse que também queria estar com ele por muito mais tempo e não apenas mais esse ano. Eles nunca tinham falado sobre isso. Noah tirou uma aliança do bolso, e disse que aquilo não era um pedido de casamento, mas sim um pedido para que ela não saísse de sua vida.

Ela o abraçou com tanta força. Com tanto amor. Tudo parecia um filme, aquela música, aquele pedido, aquele dia péssimo que ela tinha passado sozinha. Tudo parecia mentira naquele momento.



Parte Dois termina por aqui.

E ai? O qua estão achando da história?













 
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